“E, como aquele porto não era cômodo para
invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se
podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para o lado do vento
da África e do Coro, e invernar ali.” (Atos 27.12)
A África é o terceiro continente mais
extenso, atrás da Ásia e da América, com cerca de 30 milhões
de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra
firme do planeta. É o segundo continente mais populoso
da Terra (atrás da Ásia) com quase um bilhão de pessoas,
representando cerca de um sétimo da população do mundo, em 54 países
independentes. Apresenta grande diversidade étnica, cultural, social e
política. Dos trinta países mais pobres do mundo, pelo menos 21 são africanos.
Apesar disso existem alguns países com um padrão de vida razoável, mas não
existe nenhum país realmente desenvolvido na África. Há países africanos com
qualidade de vida e indíces de desenvolvimento razoáveis, como a África do
Sul,Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé
e Príncipe, além
da Líbia, IlhasMaurício e Seicheles.
Existem diversos critérios para se dividir a África em
regiões, e entre eles há o que prevê dois grandes grupos: a África
Branca ou setentrional, formada basicamente pelos oito países da África do
norte, e a África Negra ou subsaariana, formada pelos outros 44
países do continente.
Segundo as teorias científicas, os mais
antigos fósseis de hominídeos, com cerca de cinco milhões de
anos, foram encontrados na África, permitindo considerá-la o "berço da
humanidade". O Egito foi provavelmente o
primeiro estado a constituir-se na África, há cerca de 5000 anos, mas
muitos outros reinos ou cidades-estados se foram sucedendo
neste continente, ao longo dos séculos. A maioria dos países da África
tornaram-se independentes apenas na segunda metade do século XX.
Encontram-se na África
três religiões principais: o islamismo, que se manifesta
sobretudo na África Branca, mas é também professado por numerosospovos negros;
o cristianismo, religião levada por missionários e professada em
pontos esparsos do continente; e as religiões tradicionais
africanas centradas no animismo, seguido em toda a África Negra.
Esta última corrente religiosa, na verdade, abrange grande número
de seitas politeístas, que possuem em comum a crença na força e na
influência dos elementos da natureza sobre o destino dos homens.
Da mesma forma que as religiões, existem
inúmeras línguas no continente: várias línguas de origem africana e
os idiomas introduzidos pelos colonizadores, utilizados até hoje. Os principais
são: árabe, inglês, francês, português, espanhol eafricâner,
língua oriunda do neerlandês, falada pelos descendentes
de neerlandeses,alemães e franceses da África do
Sul e da Namíbia. Cinco dos países de África foramcolônias portuguesas e
usam o português como língua oficial: Angola, Cabo
Verde,Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
A África é o segundo continente em que
o cristianismo foi estabelecido. Como uma religião organizada, a
presença do Cristianismo na África começou no final doséculo
I no Egito, e até o fim do século II na região em torno
de Cartago. Importantes africanos que influenciaram o desenvolvimento
precoce do cristianismo incluemTertuliano, Clemente de Alexandria, Orígenes, Cipriano
de Cartago, Atanásio de Alexandria e Agostinho de Hipona.
O posterior aumento do islamismo no Norte da
África reduziu o tamanho e o número de congregações cristãs, deixando só
a Igreja Ortodoxa Copta do Egipto e aIgreja Ortodoxa Tewahedo Etíope.
O Cristianismo adotado pela maioria da população na maior parte das
nações africanas do sul, central e oriente, e, em alguns nações do oeste
africano. No Norte de África, cristãos coptas fazem uma significativa minoria
no Egipto. Segundo a Encyclopædia Britânica, o cristianismo é
atualmente um dos religiões mais generalizadas da África, com cerca de 40% da
população como seus seguidores.
A história do Cristianismo na África começou no primeiro
século quandoMarcos, o Evangelista, começou a Igreja Ortodoxa de
Alexandria por volta do ano 43. Pouco se sabe sobre os primeiros dois
séculos da história do Cristianismo na África, além da Lista dos
Patriarcas de Alexandria. Na primeira, a Igreja em Alexandria foi
principalmente de língua grega, mas até o final do século II, as Escrituras e a
liturgia foram traduzidas em três línguas locais.
A Associação Batista para toda a África,
seção da Aliança Batista Mundial para o continente, reúne quase dez
milhões de batistas, em mais de 50 grupos que incluem convenções, uniões,
igrejas independentes e instituições. A missão da instituição é facilitar
a comunicação e colaboração entre a rede de igrejas batistas por toda a África,
para promover o desenvolveimento de evangelismo, discipulado e liderança bem
como a implantação de novas igrejas e o desenvolvimento de estratégias para
ação de coorperação social.
Considerando-se os números, num total de 35.379 igrejas e
9.353.160 batistas na África, os países onde a presença batista é mais
marcante são: Uganda, com 1.528.593 batistas distribuídos em
2.406 igrejas e organizados em dois grupos convencionais; o Congo, que
possui 3.759 igrejas congregando 1.970.620 membros em 10 grupos
convencionais diferentes; e a Nigéria, onde 2.522.986 batistas
congregam em 9.555 igrejas diferentes, ligadas a duas convenções. No Quênia,
existem 800.000 batistas em 3.500 igrejas, sendo que, nos demais países, os
números somam algumas centenas de milhares, dezenas de milhares ou menos.
Como um desafio de participação, a Associação Batista para toda a África faz um
convite: “Nós, da AABF, temos visto Deus trabalhando na África. O que Ele
está fazendo é maior que os nossos recursos. Nós convidamos você para se juntar
a Deus no cumprimento da Grande Comissão no nosso tempo. Nossa Associação é sua
conecção confiável para as oportunidades de ministério das Convenções e Uniões
Batistas Africanas. Junte-se à carrugem.”.
Doutrinas têm sido, muitas
vezes, o divisor de águas entre denominações e grupos cristãos ao longo do
tempo. Recuperar o evangelho neotestamentário e apostólico definido nas
Escrituras após o afastamento do padrão deixado por Cristo ocorrido durante
cerca de quinze séculos têm sido a tarefa perseguida pelos batistas em 400 anos
de história. É o assunto do próximo segmento.

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